domingo, 16 de agosto de 2009

meditação...


Viver exige muita concentração.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

alegria, alegria




porque a alegria sempre volta...


ganhar espaço por dentro é abrir o coração.


deixar chegar a dor, mas deixar passar, também.

para que novo ar possa circular, e novas esperanças possam surgir.

flores e cores, sempre.



terça-feira, 30 de junho de 2009

Pina também voou...


Tempo de mais saudade.
Nada a dizer.

domingo, 21 de junho de 2009

uma saudade imensa, uma dor...




Generosidade, sinceridade.
Um coração imenso.
Amigo e irmão de todas as horas.
Amor.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Um balão...




Às vezes, as coisas doem em mim sem que eu as vivencie realmente. Basta saber delas, que eu sinto uma dor. Mas não é uma dor de morte, é, antes, uma dor de vida, quando reconheço minha existênciaem outras existências. E chamo de dor só o instante primeiro, o susto. Logo depois vira outra coisa, uma emoção, um assombro, uma paz, um silêncio. E tudo recomeça...uma dor, uma emoção, um assombro, uma paz, um silêncio...Isso tudo sou eu. Cuidado: não sou a dor. Inevitavelmente passo por ela. Mas necessariamente a ultrapasso. Acho que sou a tranquilidade depois da dor, e só deixo que as dores me cheguem imensas, a princípio, a fim de que me venha em seguida, maior ainda, mais larga e cheia, a tranquilidade.




(Escrevi isto em julho de 1992)

quinta-feira, 28 de maio de 2009

O Neutro







Roland Barthes:






O que os japoneses chamam de sabi: "simplicidade, naturalidade, não-conformismo, refinamento, liberdade, familiaridade estranhamente mitigada com desinteresse, banalidade cotidiana requintadamente velada de interioridade transcendental." Ainda Barthes: "Isso, na minha opinião, define bastante bem princípio de delicadeza."
"Princípio de delicadeza: tem por base (e suas condutas têm como determinação, orientação) alguma coisa que é como um estado amoroso."

"Brandura: recusa NÃO-VIOLENTA da redução da individuação, esquiva da generalidade por meio de condutas inventivas, inesperadas, não-paradigmatizáveis, a fuga elegante e discreta diante do dogmatismo, em suma ao princípio de delicadeza."

"Segundo o modelo oriental, a delicadeza obriga à eliminação minuciosa de toda e qualquer repetição: a delicadeza horroriza-se, melindra-se com repisamentos."

"Arte = prática fina da diferença: não tratar os objetos do mesmo modo: tratar o aparentemente mesmo como diferente."

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Ainda sobre um estado de invenção...



“De que recursos dispõe uma pessoa ou um coletivo para afirmar um modo próprio de ocupar o espaço doméstico, de cadenciar o tempo comunitário, de mobilizar a memória coletiva, de produzir bens e conhecimento e fazê-los circular, de transitar por esferas consideradas invisíveis, de reinventar a corporeidade, de gerir a vizinhança e a solidariedade, de cuidar da infância ou da velhice, de lidar com o prazer ou a dor?” (Peter Pál Pelbart)


Que planos de composição estamos ajudando a traçar? Qual a potência dos afetos aos quais nos vinculamos? Em que estratégias podemos investir, a fim de que as relações de poder necessariamente implícitas ali, no jogo da construção coletiva, não se convertam em relações de dominação?
O que pode garantir o Viver, o Existir, é a própria condição de continuar inventando. Estratégia micropolítica para invenção de novos mundos: afetar e ser afetado, ter e produzir alegria, desejar.

Permanecer em estado de invenção não é uma condição de estabilidade. Pelo contrário: é uma condição de mobilidade, é a própria condição de andar, nômades, porém sóbrios, já que “tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranqüilo”.